JÁ OUVIU FALAR EM TERAPIA NEURAL???

A Terapia Neural é um método de tratamento, através do qual se vão corrigir os transtornos causados no sistema elétrico celular, usando como condutor o Sistema Nervoso Vegetativo (que pelos seus circuitos reguladores – humorais, hormonais, neurais e celulares, toma parte em todas as reações do organismo, incluindo a sua participação em todos os processos mentais e emocionais, sendo uma peça chave na integração da totalidade do SER).

A Terapia Neural é um procedimento terapêutico que atua diretamente sobre o sistema nervoso, especialmente o sistema vegetativo,  reorganizando o funcionamento de ambos, e em simultâneo, a bioenergética da membrana celular.

O sistema neuro-vegetativo é representado maioritariamente pela pele.

A Terapia Neural busca neutralizar irritações que afectam o tono neurovegetativo e que desencadeiam a doença, com a aplicação de procaína  (um anestésico local) a baixas concentrações, especialmente no local onde o sistema vegetativo sofreu a agressão ou lesão.

Eliminando estes bloqueios geradores de alteração de informação ou de elaboração de estímulos irritativos, reactivam-se os mecanismos de regulação para obter reacções de auto cura e uma nova ordem mediante a força vital.

A procaina é diluída em soro, de forma a obter uma concentração de 0,5%, e injectada em determinados pontos (pontos dolorosos, pontos gatilhos, cicatrizes, zonas de emergência nervosa, …). Ela tem uma metabolização plasmática rápida e ao contrário dos outros anestésicos locais não é metabolizada no fígado, o que explica a sua boa tolerância.

COMO FUNCIONA

Cada célula tem um potencial eléctrico de  repouso que varia de -40 a -90 milivoltes, resultado da presença de iões de sódio e potássio. Já no exterior da célula, liquido extra celular, encontramos substâncias com cargas eléctricas positivas, mantendo assim o potencial de membrana. Um estimulo (irritativo) faz cair o potencial – despolariza (sai potássio e entra sódio). Normalmente a célula repolariza-se de imediato. Se há estímulos constantes, fortes ou irritativos, a célula pode perder a capacidade de se repolarizar, fica despolarizada, debilitada e doente. Altera-se o funcionamento da bomba de sódio potássio e pode actuar como um campo interferente.

O que se pretende da procaina em terapia neural não é o efeito anestésico (que é muito baixo quer pela sua diluição quer pelo próprio tipo de anestésico que é), nem o efeito químico, mas sim o seu efeito eléctrico que é extremamente rápido. A procaina induz uma tensão bioeléctrica a nível da membrana celular de cerca de 290 mV, tendo a capacidade de repolarizar e estabilizar o potencial de membrana das células afectadas, permitindo-lhes assim recuperar-se e estabilizar o sistema neurovegetativo. A procaina tira memórias nocivas para o organismo, e permite o livre fluxo de informação ou de experiências, o qual traz como consequência que o paciente retome a sua própria ordem.

Outra grande vantagem que tem a Terapia Neural é que o sistema nervoso é uma rede interconectada, e a aplicação numa determinada zona do corpo é transmitida de imediato a todo o corpo. Esta é a razão porque injectando a procaina numa zona da pele se está a actuar á distância a nível de um órgão que está afectado e que se está a manifestar numa determinada zona do corpo.

OS CAMPOS INTERFERENTES

Existem campos interferentes, que não são mais do que tecidos cronicamente irritados, em permanente despolarização e que produzem por via neuronal afecções e doenças á distância. Um exemplo comum são os campos interferentes que aparecem na boca, devido a dentes infectados, sisos em posição traumática, quistos apicais etc, que são focos constantes irritativos e que geram patologia á distância. Assim se explica que uma dor lombar possa desaparecer após a aplicação de Terapia Neural num dente, ou que uma artrite possa desaparecer após a extracção de um dente do siso.

As cicatrizes são também muitas vezes campos interferentes, que representam cortes energéticos e eléctricos, e que têm muitas vezes associadas memórias traumáticas (cicatrizes de vacinas, de apêndice, de amígdalas, de fracturas, de cirurgias, cesarianas etc). É fundamental tratar as cicatrizes, e consegue-se apreciar como se alteram os tecidos em seu redor, e como desaparecem sintomas que estavam a afectar o corpo noutro lugar.

Os campos interferentes podem ser desconectados, neutralizados, mediante um impulso neural-terapêutico com a procaina.

HISTÓRIA

A Terapia Neural foi descoberta por casualidade pelos médicos alemães Ferdinan e Walther Huneke, em 1925, quando trataram a sua irmã Katha de uma dor de cabeça muito persistente, com um preparado anti-reumático que continha procaina, provocando a sua melhoria. Mais tarde começaram a injectar procaina em zonas segmentarias da pele (infiltrações subcutâneas), em pontos dolorosos, gânglios nervosos e noutras zonas.

Ferdinan Huneke observou aquilo que se chamou “fenómeno em segundos”, em 1940, ao injectar a procaina numa cicatriz de uma doente que tinha uma periartrite crónica escapulo-humeral com dores intensas, e que já tinha sido operada a amígdalas, apêndice e vesícula biliar como recurso na altura de eliminar focos irritativos. Após a infiltraçãoo a dor desapareceu de imediato. Mais tarde observaram fenómenos idênticos que sucedem ao aplicar a procaina diluída, onde os sintomas desaparecem em segundos.

EFEITOS FARMACOLÓGICOS DA PROCAÍNA

  • Regulador do sistema nervoso vegetativo.
  • Alívio da dor, redutor da febre e efeito espasmolitico
  • Regula a circulação, inibe a inflamação, tem acção antialérgica e vasodilatadora.
  • Exerce uma influência directa sobre as funções vitais celulares, protege da despolarização electrostática.
  • Relaxante muscular, bronco-espasmolitico, espasmolitico do esfíncter de Oddi e do intestino.
  • Anti-histaminico, anti-inflamatório.

 

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